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Entrevista - João Castilho Neto
Página publicada em: 24/06/2009
Por Marcelo Ariel
O trabalho do pintor e desenhista João Castilho Neto, de Mogi das Cruzes, dialoga com a linguagem dos quadrinhos e com o simbolismo. Castilho é o autor das duas belas capas dos livros: "O homem deserto sob o Sol" de Edivaldo de Jesus Teixeira, e "Invenção de Onira" de Sant'Ana Pereira, editados pela LetraSelvagem
 
 
Marcelo Ariel - Fale um pouco sobre sua vida, como você começou a pintar e o que a pintura significa para você?
 
João Castilho Neto – Nasci em 11 de julho de 1952 em uma fazenda no norte do Paraná (distrito de Joaquim Távora) da qual meu pai era administrador. Na fazenda havia uma escola (chamavam de “escola isolada”). A professora se hospedava em nossa casa. Aos cinco anos ganhei dela uma cartilha “Caminho suave”, caderno e lápis. Costumava copiar as letras e os desenhos da cartilha.
 
Aos 7 anos, ao entrar na escola, já sabia ler e escrever. Menino do interior, cresci sem conhecer rádio, cinema ou a também infante televisão. Interessei-me pelos livros, lembro-me que meu pai tinha uma coleção de livros de  aventuras (coleção terramarear) com “Tarzan”, os "3 mosqueteiros” , “Viagem ao centro da terra” e outros quetais. A primeira história em quadrinhos que li foi um faroeste:  “Bob Benson e o rancho Bê-barra-Bê”.
 
Aos 10 anos vim para São Paulo, onde residi com a família em Poá e depois nos estabelecemos em Mogi das Cruzes. No ginásio onde estudei, comecei a me interessar por pintura; tinha um amigo que trabalhava na banca de jornais de seu pai onde tomávamos emprestados os fascículos de “Gênios da pintura”. Foram meus primeiros mestres. Gostava particularmente de Di Cavalcanti e suas mulatas. Conheci uma pintora impressionista, Olga Nóbrega, que me iniciou no mundo das telas e tintas, primeiro a óleo e depois as acrílicas. A pintura é para mim a orquestração das imagens, sendo o desenho a composição.
 
MA - Qual a importância da linguagem dos quadrinhos no seu trabalho?
 
JCN - A linguagem visual e a escrita correram paralelas em minha formação. Fantasma, Flash Gordon, Mandrake, Capitão Marvel, Super-homem, Batman, alimentavam os meus sonhos. Mas era apaixonado mesmo pela Mary Marvel, Super-moça, Dale Evans, Diana Palmer e a princesa Narda. Talvez venha daí a fixação pela figura feminina e pela Pin Up. No ginásio, comecei a criar personagens e a fazer ilustrações para pó jornalzinho, impresso em mimeógrafo.
 
MA - Como você vê a arte no Brasil e no mundo hoje?
 
JCN - A arte de vanguarda, que era provocativa e instigante, se institucionalizou e hoje vive nas galerias, pastoreada por curadores que impõem seus gostos e interesses ao público e mercado. Talvez ela esteja viva e atuante em outras mídias alternativas como grafitte, stiker, atuando nos espaços urbanos.
 
MA - que é a vida para você?
 
JCN - A arte de procurar dar sentido ao Caos.
 
MA - E sobre a "Alma", o que diz?
 
JNC - É o motor que põe a máquina da vida em movimento.
 
Quais são seus trabalhos mais significativos e por quê?
 
JCN - Sempre é o que estou fazendo no momento.
 
..................................................................................... 
 
João Castilho Neto participou com destaque da Coletiva Artes e Artistas Mogianos, em 1973; do Ateliê na Central de Artesanato do Amazonas-Manaus, de 1993 a 1995; da Mostra Individual UMC-Mogi das Cruzes, em 1999; da Mostra Individual "Alma Brasileira" - Casarão do Carmo, em 2001; da Bienal do Alto Tietê, em Suzano-SP; da XVI Mostra Afro-brasileira Palmares, em Londrina, Paraná, em 2001; da I Mostra de Arte Contemporânea-Instalações-Mogi Shoping, em 2004; da "Viajando pelo mundo através do olhar de nossos artistas-Feira das Nações-Mogi das Cruzes-SP", em 2005, entre outras, e possui obras expostas em Freiburg-Alemanha.

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» Hernâni Donato

Hernâni Donato já foi chamado de "o homem dos sete instrumentos". Isto porque, aos 89 anos de idade, membro da Academia Paulista de Letras, é autor de mais de 70 livros, nos mais variados campos da atividade humana, indo da literatura infanto-juvenil à biografia, da historiografia aos costumes, da pesquisa à divulgação científica. Entre as numerosas traduções que realizou, destaca-se a da "Divina Comédia", de Dante Alighieri, em prosa e para divulgação entre o povo. Mas foi no romance que se deu a perfeita combinação do observador minucioso, na linha do cientista social, com o escritor de estilo claro e elegante. É o autor de "Selva Trágica", "Chão Bruto", "Rio do Tempo", "O Caçador de Esmeraldas" e "Filhos do Destino", sucessos editoriais nas décadas de 1950 e 60. Alguns críticos, como Abdias Lima (“Correio do Ceará”, 2/2/1977, Fortaleza, CE), aproximaram Hernâni Donato de Erskine Caldwell e John Steinbeck, a geração norte-americana da revolta, o Caldwell de "Chão Trágico" e o Steinbeck de "As Vinhas da Ira".

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