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Deus de Caim
Página publicada em: 13/02/2010
Ricardo Guilherme Dicke / Preço: R$40,00 (400 pág.)
R$ 40,00
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"DEUS DE CAIM" - PRÊMIO WALMAP DE 1967 - Texto de orelhas escrito pela Profª Nelly Novaes Coelho
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Há cerca de 40 anos, vindo de terras matogrossenses, surgia este iniciático Deus de Caim – romance de arte maior que, qual arauto desconhecido, vinha anunciar a presença de um novo criador-de-mundos na Literatura Brasileira: Ricardo Guilherme Dicke. Escritor que surgia uma década após a chegada do grande Demiurgo Guimarães Rosa. Ambos pertencentes à geração literária Pós-Guerra Fria (1945-56) – a que se viu face a face com um mundo paradoxal, – brilhante/progressista, em acelerada expansão de limites, mas no qual vagava o “homem pós-Darwin”. O homem dessacralizado que, transformado pela Ciência de “alma” em “lama”, perdera o sentido último da vida.
 
Na literatura, ele surgia como o “homem interrogante”, – aquele que sonda o vazio existencial (Quem sou eu?) e, confusamente, sente que sua palavra  tem a tarefa de substituir (ou redescobrir) a Palavra de Deus posta em questão.
 
Em essência, é nessa Tarefa de renomear/reconstruir o mundo, que se empenha a Literatura Pós-Moderna, oscilando entre a desesperação e a esperança. E se, em Rosa, o pessimismo e a desesperação acabam sendo neutralizados por uma obscura esperança (uma surda alegria/júbilo que arraiga fundo em seus rudes sertanejos), em Dicke, predomina a sondagem dos “escuros” do Homem...
 
Não por acaso, este seu romance de estreia se fez de matéria bíblica, a que fala da Origem. Romance de húmus telúrico/erótico, Deus de Caim desa-fia/escava fundo um dos grandes “interditos”, que alicerçam a Civilização Cristã Ocidental e que, em nosso tempo-de-caos, entrou em dissolução: o “interdito ao sexo”.
 
Revivendo o bíblico ódio entre irmãos (Caim/Abel), a densa/faulkneriana narrativa de Deus de Caim (com Jônatas/Lázaro) vai pondo a nu o oculto/contínuo choque entre Natureza e Religião. Entre as exigências da carne (incesto, adultério...) e os interditos do espírito religioso.
 
Tal como o terrível mundo de Faulkner se passa na imaginária Yoknapatawpha (Estado de Mississipi), a trama de Deus de Caim se passa na região imaginária de Pasmoso (em terras matogrossenses). Ao asfixiante drama dos irmãos, vão-se misturando fatos comuns do cotidiano, paixões surdas, interrogações abissais ao Mistério da Vida/Morte, de Deus e o Diabo... tudo entremeado por uma caudalosa herança cultural: Homero, Moisés, Buda, Camões, Beethoven, Einstein, Rembrandt... e dezenas de  outros pilares da Sabedoria e da Arte Ocidental.
 
Romance labiríntico, Deus de Caim deu início à grande obra que Ricardo Guilherme Dicke realizou durante toda sua longa vida.
 
_________________
*Nelly Novaes Coelho
Professora Titular da USP
Crítica literária
 
_________________
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» Álvaro Alves de Faria

Já em 1971, ano da primeira edição do romance "O Tribunal" (Editora Martins-SP), Álvaro Alves de Faria, com apenas 29 anos de idade (nasceu em São Paulo em 1942), era considerado “um dos escritores jovens mais conceituados” do Brasil, como informa o jornalista Durval Monteiro nas orelhas do livro. Da Geração 60 de Poetas de São Paulo, Álvaro Alves de Faria publicou mais de 50 livros, incluindo poesia, novelas, romances, ensaios literários, livros de entrevistas com escritores e é também autor de peças de teatro, entre elas "Salve-se quem puder que o jardim está pegando fogo", que recebeu o Prêmio Anchieta para Teatro, um dos mais importantes dos anos 70 do Brasil. Como poeta, recebeu os mais significativos prêmios literários do país. É traduzido para o inglês, francês, japonês, espanhol, italiano, servo-croata e húngaro.

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