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Os Ventos Gemedores
Página publicada em: 09/08/2014
Cyro de Mattos / Preço: R$30,00 (208 pág.)
R$ 30,00
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Neste romance de ritmo ágil, o leitor irá escutar a fúria de ventos compulsivos, que assim abalam e deixam-nos perplexos, de tal sorte os gestos de criaturas primitivas, de anseios tão densos e chocantes, em meio a situações de desespero.
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Também encontrará gente de sentimentos inocentes, que está na vida para mostrar os seus instantes de ternura numa paisagem rústica, caracterizada pela natureza bárbara do ambiente e de seus viventes.

Personagens de papel transmudam-se em gente com sangue quente a correr nas veias neste romance com seus dramas, ambições, opressões e misérias da terra. O autor revela com eles que é dotado de outra virtude: a de estar isento do tom panfletário, da ideologia extrema que contamina o estético e reprime a criação. Sua escrita está como que moldada na linguagem simples das histórias contadas pelos ancestrais, ao redor da fogueira no terreiro ou no alpendre da casa tosca, iluminada à luz de candeeiro.

A narrativa desses ventos gemedores transmuda as terras do sul da Bahia, no condado imaginário do Japará, região onde a mata recuada, hostil e impenetrável, vai dando lugar às primeiras e tateantes roças de cacau e campos de pecuária. Resulta de um imaginário que ultrapassa os limites conhecidos do real no território sul baiano, das outrora ricas plantações de cacau e pioneiras fazendas de gado nas zonas do capinzal. A narrativa segura, que devassa lugares brasileiros onde a ação de personagens se desenvolve no conflito movido pelo mandonismo de Vulcano Brás e pela busca da vida livre e justa, representada pelo vaqueiro Genaro, confere permanência ao romance, depois do ato de leitura.

O leitor voltará a remoer os acontecimentos do universo ficcional projetado pelo autor e perceberá a marca de um narrador dramático, que funde o real e o fantástico com maestria, dentro da metamorfose rítmica do relato, girando no seu eixo através dos novos significados recolhidos de outras passagens.

Nos episódios de Os ventos gemedores latejam brutalidades dum homem sedento e faminto pelos domínios da terra, que avilta outros homens indefesos com seu egoísmo impiedoso. Na mensagem que se expressa no texto vigoroso, revestido de brasilidade e humanismo, emerge uma fabulação interior que confere vida psíquica aos personagens, não apenas como tipos interessantes, agentes populares desempenhando seu papel no cenário dos conflitos sociais.
Nesses personagens primitivos, sabe o autor imprimir, como poucos, uma dimensão interior enraizada na explosão dos dramas e das misérias coletivas.

No que toca a este jogo psíquico e o drama, como observa o crítico Cid Seixas, doutor em Letras pela USP (Universidade de São Paulo), em comentário ao livro Berro de fogo e outras histórias: “Quando um destes personagens se deixa surpreender na intimidade da vida é que se percebem os desvãos da sua alma”.
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» Caio Porfírio Carneiro

Legenda viva da narrativa brasileira. Legítimo representante da melhor literatura que a crítica convencionou chamar de "nordestina". Depois de José Américo de Almeida, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, foi o autor capaz de despertar o leitor brasileiro para o problema antigo - mas tratado de um ponto de vista completamente novo - do insalubre e degradante mundo das salinas do Nordeste brasileiro, onde o homem é colocado na antecâmara do próprio Inferno.

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