Editora LetraSelvagem

Literaura Brasileira

Os melhores escritores do Brasil

Ricardo Guilherme Dicke

Romance, Poesia, Ficção

Deus de Caim

Olga Savary

Nicodemos Sena

Edivaldo de Jesus Teixeira

Marcelo Ariel

Tratado dos Anjos Afogados

LetraSelvagem Letra Selvagem

Santana Pereira

Sant´Ana Pereira

Romance

Nicodemos Sena

Invenção de Onira

A Mulher, o Homem e o Cão

A Noite é dos Pássaros

Anima Animalista - Voz de Bichos Brasileiros

A Espera do Nunca mIas (uma saga amazônica)

O Homem Deserto Sob o Sol

Romancista

Literatura Amazonense

Literatura de Qualidade

Associação Cultural Letra Selvagem

youtube
Destaque Cadastre-se e receba por e-mail (Newsletter) as novidades, lançamentos e eventos da LetraSelvagem.
Lançamento do livro K - O escuro da semente

Obras Selvagens

Fonte maior
Fonte menor
Poeira e Escuridão
Página publicada em: 22/04/2015
João Batista de Andrade / Preço: R$30,00 (160 pág.)
R$ 30,00
Comprar agora
Neste "Poeira e Escuridão", onze contos, onze cantos, onze retratos que se costuram entre o telúrico e a dureza urbana, a revelar o dia que escorre em poesia de amor e dor, de lembrança, cenas do agora, que logo se tornam cacos na massa infame que nos cerca e que logo adiante se recosturam e ganham forma. Onze contos, onze cantos do homem e da paisagem que não pode deixar de existir, porque, como diz Fábio Lucas, homem sem paisagem é absurdo tão grande quanto realidade sem espaço. (Siga lendo o texto que Luís Avelima escreveu nas orelhas do livro)
Imagem
Há em João Batista de Andrade – e não pode fugir disso – uma linguagem cinematográfica que funciona como uma analogia adequada entre a percepção da palavra falada – antes que escrita – da poesia e da instantaneidade vivencial da complexa e multidimensional imagem na tela. Sua literatura é cinema e o cinema que faz é literatura: “minha imaginação febril atira cristais, uns após os outros, eu tenho muitas mãos, como doida máquina de atirar silêncios e luzes, trançar seus brilhos fugidios, explodir de alegria e festa para os aplausos de alguma multidão inexistente” (“Investigando o Caos”).
 
A cidade, a grande cidade, o dia a dia estampado nos olhos-lentes e na caneta de João Batista, as mazelas estampadas nas janelas do tempo, emolduradas de vazio, de um vazio sempre maior do que a vida, do que o próprio olhar como dos desavisados que passam e morrem na angustiada agitação urbana; a memória rural, o sonho, “a vida carregada de perguntas”, as noites inchadas de todas as noites, de todos os medos, os olhares das fechaduras que rabiscam a vida dos que passam num tempo de sovinice e esmolas.
 
Mas há também o dia que raia esperançoso, colorindo essas mesmas janelas de tempo, de passagens antológicas, de contos que podem figurar nas melhores coletâneas de grandes talentos da literatura, retratos do tempo que gira, do mundo de que é feito o cinema, a pintura, a literatura, marcas do nada e do tudo, de  personagens que pensam e existem, existem e pensam num exercício de trânsito na vida: a infância adulta, aquela que não teve condições de brincar, a vida carregada de perguntas, a dúvida da existência, os anos duros da Ditadura, o mundo intrincado da política, o desencanto, o mundo onde o tempo é pouco demais.
 
João Batista de Andrade segue marcando sua trajetória no mundo da literatura e firma-se a cada novo livro. Poeira e Escuridão é exemplo disso. Nos diz que a literatura é a loucura que pode salvar o mundo. (Texto de orelhas, Luís Avelima)
#
30

Faça seu comentário, dê sua opnião!

Imprimir
Voltar
Página Inicial

Destaques

Autores Selvagens

Autor

» Ricardo Guilherme Dicke

Considerado um dos melhores romancistas brasileiros por alguns dos principais críticos literários do país. Com "Deus de Caim", Dicke foi um dos ganhadores do Prêmio nacional WALMAP de Literatura de 1967.

Colunas e textos Selvagens

© 2008 Associação Cultural LetraSelvagem - Todos os Direitos Reservados.