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Edivaldo de Jesus Teixeira
Página publicada em: 01/03/2008
Poesia filosófica, humanista, existencial e insurrecta. Autor fundamental para se compreender a situação do homem asfixiado pela atmosfera cultural de um país relegado às misérias materiais e morais do capitalismo periférico
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EDIVALDO DE JESUS TEIXEIRA nasceu no dia 21 de setembro de 1957, na cidade de Centenário do Sul, Estado do Paraná. Mas elegeu para viver a cidade paulista de Mogi das Cruzes, onde se formou em Direito, foi militante político de esquerda, advogado, e, atualmente, Juiz Federal do Trabalho, jamais deixando de lançar seu “olhar livre-boêmio” sobre o mundo, resultando daí uma poesia de cunho existencial e filosófico, do melhor lavor, impregnada de profundo humanismo.
“Sua poesia se insere no todo real e racional de que nos fala Hegel”, escreveu o poeta e crítico Moacyr Félix, em artigo publicado na Revista Civilização Brasileira, nº 20, 1979 (“A poesia na década de 70”).
 
“Alimentado de silêncio e de fulgor intenso, onde há uma luz onipresente e mínima treva – há treva e luz no que faz o criador –, a poesia de Edivaldo de Jesus Teixeira arde em todo o livro O homem deserto sob o sol”, escreve Olga Savary no prefácio do livro.
 
O homem deserto sob o sol, 4º livro de poesia de Edivaldo de Jesus Teixeira (Ed. LetraSelvagem, 2008, 104 pág.), reúne poemas escritos nos últimos dez anos. Antes, vieram Não acontecem primaveras na América Latina (1979), Nosso feroz sossego (1981) e Das considerações inominadas (1998).
A seguir, poemas do livro O homem deserto sob o sol:
 
DOS ENIGMAS

Nada do que aspiro
transla em teu horário de umbra.
As ruas e os metrôs
voam no sistema solar.
Fogem-me hipóteses de luz
e possibilidades únicas
de alegria.
Perduro lúdico
em teu olhar vítreo.
Esaú e Vico
perpetram parábolas sísmicas.
Nada do que reitero
cheira a princípio.
À hora imponderável
dos assaltos
retomo o leme indivisível
dos transtornos.
O mar é volúvel
nos anéis de Saturno,
e deságua
na primavera de Praga.
As coisas são densas
e estão no tempo
como o movimento
dos astros.
Nada resolverá a angústia
em que, desesperada,
mergulhas a cada crepúsculo,
com amarga fé na finitude.
Nada.


SONHO

Sob esses azuis reelaboro o sonho,
não para entendê-lo
e ao rio em que ele cessa.
Reelaboro-o para colhê-lo
silenciosamente vasto
entre os cristais que o guardam
em seu escuro pasto.

Vislumbro-o – paralelo tempo-espaço? –
em águas não idênticas
que em vão navego
afiando rudes facas,
e como Borges, cego,
reelaboro o sonho
até o labirinto,
onde a solidão é absoluta
e o tempo extinto.

Sob esses azuis reelaboro o sonho,
não para entendê-lo e ao rio em que ele passa,
mas para surpreendê-lo
onde após extinto,
sonho faz-se em vida
e a vida em labirinto.

Leia também sobre Edivaldo de Jesus Teixeira:

Na úmida engrenagem do dizer (por Acyr Castro)
 
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Adquira este livro de Edivaldo de Jesus Teixeira na rede de lojas da Livraria Cultura.

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» Edson Amâncio

Edson Amâncio nasceu a primeiro de janeiro de 1948, em Sacramento-MG, e vive em São Paulo. Pertence à nobre estirpe de escritores (infelizmente em extinção) da qual fazem parte Machado de Assis ("Quincas Borba", "O alienista"), Graciliano Ramos ("Angústia"), Dyonelio Machado ("Os ratos", "O louco do Cati") e Dostoiévski ("Notas do subsolo", "Memórias da casa dos mortos").

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