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João Batista de Andrade
Página publicada em: 22/04/2015
Nasceu na cidade mineira de Ituiutaba, em 1939, e vivenciou complexos momentos da recente história do Brasil, como o período da Ditadura Militar (1964-1985). Premiado e aclamado como cineasta, sempre alimentou entranhada relação com a literatura, que se manifesta em sua filmografia, quer na urdidura dos roteiros, quer na transposição para as telas de obras literárias, como os romances "Doramundo" (Geraldo Ferraz), "Veias e Vinhos" (Miguel Jorge) e "O Tronco" (Bernardo Élis). Enquanto colhe louros como cineasta, vai publicando os seus livros, sete até este momento (o último intitula-se "Confinados: memórias de um tempo sem saídas").
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Leitor inveterado desde a adolescência, quando escreve os seus primeiros contos, torna-se conhecido nacional e internacionalmente, entretanto, ao desenvolver notável carreira de cineasta, tendo realizado filmes de ficção e documentários que impactaram a crítica e o público, como, por exemplo, “Doramundo” (Vencedor do Festival de Gramado /1978), “O homem que virou suco” (Medalha de Ouro de Melhor Filme no Festival de Moscou/1981), “O Tronco” (Prêmio de Melhor Filme pela Comissão das Comemorações dos 500 anos de Brasil, no Festival de Brasília/1999) e “Vlado, 30 anos depois” (2005).
 
Militante do PCB (Partido Comunista Brasileiro) nos chamados “anos de chumbo” da Ditadura Militar implantada no Brasil em 1964, João Batista de Andrade — cineasta, jornalista ou escritor — apresenta um olhar crítico sobre os (des)caminhos trilhados pela sociedade brasileira.
 
Conforme escreveu Rodrigo Francisco Dias, mestre em História pela UFU (Uni-versidade Federal de Uberlândia): “Andrade explora os com-plexos aspectos psicológicos de seus personagens e nos apre¬senta a sua visão acerca do Brasil contemporâneo.”
 
Ao misturar realidade e ficção, é possível perceber pontos de contato entre a história de vida do autor e as histórias de seus personagens, como a do velho arquiteto Júlio, um homem em crise que sofre com sua solidão (Confinados).
 
A sensação de solidão, aliás, é elemento importante em toda a arte de João Batista de Andrade. Em Poeira e Escuridão, ora publicado pela LetraSelvagem, os personagens também aparecem “confinados” pela cruel realidade de um mundo onde as pessoas não conseguem encontrar no tempo presente a realização de projetos e sonhos do passado, resultando dessa situação um sentimento de impotência — o mesmo sentimento que o autor deve ter experimentado em 1989, quando, desiludido com a situação do país sob o famigerado Plano Collor, interrompe sua carreira de forma drástica e se auto-exila no interior brasileiro, só retornando ao set de filmagens oito anos depois, com o épico “O Tronco”.
 
João Batista de Andrade nos mostra como podemos, ao mesmo tempo, identificar-nos com a realidade e não nos prendermos a ela. Seus romances e contos cheiram a terra, sangue, lágrimas e suor, numa perfeita assimilação do mundo que o rodeia, e não obstante rompem os limites desse mundo para elevar-nos à universalidade da poesia humana, inespacial e atemporal. A memória e a ternura são os dois elementos fundamentais dessa alquimia psíquica, os elementos de captação e transfiguração do real, de que João Batista de Andrade se serviu em toda a sua obra, como ficcionista ou não.
 
Sempre ligado às lutas em prol da cultura brasileira, criou, como Secretário Estadual de Cultura de São Paulo, a Lei da Cultura (PROAC). Eleito Intelectual do Ano em 2014, recebeu o tradicionalíssimo Troféu Juca Pato, oferecido anualmente pela UBE (União Brasileira de Escritores) a uma personalidade do universo cultural cuja obra tenha promovido relevante reflexão, característica marcante da atuação de João Batista de Andrade, quer no cinema, quer na Literatura. Atualmente, preside em São Paulo o Memorial da América Latina.
 
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» João Batista de Andrade

Nasceu na cidade mineira de Ituiutaba, em 1939, e vivenciou complexos momentos da recente história do Brasil, como o período da Ditadura Militar (1964-1985). Premiado e aclamado como cineasta, sempre alimentou entranhada relação com a literatura, que se manifesta em sua filmografia, quer na urdidura dos roteiros, quer na transposição para as telas de obras literárias, como os romances "Doramundo" (Geraldo Ferraz), "Veias e Vinhos" (Miguel Jorge) e "O Tronco" (Bernardo Élis). Enquanto colhe louros como cineasta, vai publicando os seus livros, sete até este momento (o último intitula-se "Confinados: memórias de um tempo sem saídas").

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