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Lançamento do livro K - O escuro da semente

Obras Selvagens

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K O escuro da semente
Página publicada em: 31/07/2016
Vicente Franz Cecim / Preço: R$50,00 (384 pág.)
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Segundo o texto de orelhas, intitulado "O poeta gnóstico da literatura brasileira", do escritor português António Cabrita, nos livros de "Andara", que o poeta da Amazônia Vicente Franz Cecim "transcreve" desde 1979, e de que "K O escuro da semente" é a quarta súmula, a aventura da escrita dá-se como real "in status nascendi" e o fito (talvez desde "Ó Serdespanto") é testemunhar a passagem do relator a um outro nível da consciência, a esse limiar que acedemos, “homens, depois das palavras” (o poeta não se refere ao pós-morte, previna-se, mas ao “não-mental” do budismo, ou da “Nuvem” de Ibn Arabi), e onde o múltiplo, experimentada “a alegria de ser breve”, retorna ao Um, ao Uno. (Leia o restante do texto, a seguir)
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A dificuldade de leitura deste livro (que nos recoloca na órbita de Mallarmé, Michaux, Artaud, Llansol, Edmond Jabès, de Gunnar Ekelof e de outros “místicos” ou gnósticos da literatura) e da transmissão sobre aquilo de que trata resulta de o mesmo não nos falar a partir de um “universo de representações”, colocando-nos na fronteira de uma realidade não-dual, de uma outra gravitação, onde o quotidiano não tem campo.
 
Nascido desta visão “trans”, o livro faz-nos participar de uma descida ao coração dos elementos e ilumina o “vazio que neles transborda”. De certo modo, K O escuro da semente prolonga o diálogo entre Pai e Filho que se lê em “Chandogya” (um dos “Upanishads”) e no qual um pai pede ao filho para partir o fruto e as suas sementes e lhe descrever o âmago. Quando o filho responde que “lá dentro não há nada”, o pai replica: “Meu filho, dessa mesma essência da semente que não consegues ver, dessa essência invisível, vem, na realidade, esta frondosa árvore. Tu és Isso”.
 
Cecim, como outros autores na sua esteira, escreve sempre o mesmo livro sob um novo ângulo, numa busca do que é mais conforme à fonte. As figuras, os topoi, as metáforas que se apresentam neste longo poema já estão presentes nos anteriores. K O escuro da semente ergue-se então como um novo andamento na sinfonia.
 
*António Cabrita é escritor, jornalista e professor português radicado em Moçambique; autor, entre outros, de A Maldição de Ondina, 2012 (LetraSelvagem) 
http://www.livrariaselvagem.com.br/products/k-o-escuro-da-semente
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» Nelly Novaes Coelho

Nelly Novaes Coelho nasceu na capital de São Paulo, em 17 de maio de 1922, pouco depois da Semana de Arte Moderna. Em 1960, inicia a carreira de docente universitária, como professora-assistente do Prof. Antônio Soares Amora, área de Literatura Portuguesa. Em 1961, acumula esse cargo com o de professora titular de Teoria da Literatura, na Faculdade de Letras de Marília (onde lecionava nos fi ns de semana). Segue a carreira universitária: doutora em Letras (USP, 1967), livre docência (USP, 1977). Professora-adjunta (USP, 1981) e professora titular de Literatura Portuguesa (USP, 1985). Nesse período, inicia-se como crítica e ensaísta literária, colaborando no Suplemento Literário de “O Estado de São Paulo”. Especializa-se em Literatura Contemporânea (portuguesa e brasileira). No decorrer de sua carreira acadêmica, entrega-se à docência e à crítica, publicando em jornais e revistas do Brasil e do exterior. É reconhecidamente uma das mais importantes críticas literárias e conferencistas de literatura brasileira e portuguesa no Brasil.

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