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Um mundo fervilhante de letras
Página publicada em: 08/09/2008
Nelson Hoffmann*
"Quando se olha para esse mundo cheio de angústias e sonhos, vê-se que nem tudo está perdido", escreve Nelson Hoffmann a repeito do que se tem escrito no país. "Meio escondido, sonegado à badalação oficial. Mas verdadeiro. Sofrido, sonhado, idealizado. Mas autêntico."

 

Estão-me aqui à frente, sobre a mesa, nada menos de quatorze antologias literárias, todas há pouco recebidas. São dos mais variados tipos e formas, dos mais variados textos e conteúdos. Luxuosas, simples, vêm de perto, vêm de longe. São remessas de amigos, colegas.
 
Os autores são mais ou menos conhecidos: alguns, até famosos; outros, desconhecidos. Há jovens e velhos, homens e mulheres. Há gente do norte, do sul; do leste, do oeste. Ricos e pobres, desconfio. Alguns comparecem mais, são assíduos; outros, nem tanto, são esporádicos. Todos, porém, manifestam uma inequívoca ânsia de expressão artística.
 
É a vida. A literatura é a vida. Cada antologia, cada página, cada linha é um mundo.
 
Poucos conhecem esse mundo. Ou, talvez, muitos o conheçam  e poucos o confessem. É um mundo alternativo, em que fervilham letras. A soberbia oficial ignora esse mundo e silencia. Quem o conhece e respeita não tem acesso à comunicação. Só resta a alternativa do intercâmbio extra-oficial. O contato humano, fraterno. A troca de experiências e sonhos.
 
Não convém citar nomes de autores.  Seguramente, eu cometeria injustiças. E pior seria, ainda, se eu me pusesse a comentar textos. São tantos e tão variados que eu entraria num beco sem saída. Principalmente, pela falta de espaço. E de competência.
 
Como poderia eu, por exemplo, analisar a poesia de Paulo César G. Guggiana? Cadê espaço, cadê competência? Cada vez que o leio, parece-me estar diante de Augusto dos Anjos. O léxico científico-filosófico e a metálica sonoridade de seus versos induzem ao paralelo inevitável. E eu tremo. De puro respeito. 
 
E a prosa de Emanuel Lima? De Paulo Valença? De… Do Emanuel Lima, em breve, comentarei dois romances. Do Paulo Valença estou conferindo um livro de contos, que é no conto que se ressalta. Sua narrativa flui com singeleza e precisão. Em antologias, está sempre presente.
 
Ah, meu Deus! São tantos. E tantas… como a Elizabeth Oliveira, a Alba Medeiros, a Marina Dias, a Adélia Woellner, a…
 
Desisto.
 
Mas, não me contenho e vou referir, pelo menos, dois ativistas culturais: Israel Lopes e Zacarias Martins. Isto, para não falar dos nossos João Weber Griebeler e Luiz Henrique Borck, além do santiaguense Auri Antônio Sudati.
 
Israel Lopes é o Diretor do Departamento de Letras do Centro Cultural de São Borja. Advogado e escritor, com vários livros publicados, classificou-se, recentemente, em 3º lugar no “Concurso Literário Internacional” realizado pela Universidade Federal de  Pelotas. Destaca-se  em pesquisas na área musical. Coordenador dos concursos literários do Centro Cultural, tem conseguido a publicação anual das antologias “Vargas Netto”, sempre com a presença de autores e textos altamente qualificados. Israel Lopes está colocando São Borja em destaque, no cenário das letras nacionais.
 
Nesse mesmo cenário é destaque, também, o tocantinense Zacarias Martins. Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Gurupi e Assessor de Comunicação da Prefeitura, ele agita o mundo das letras de Tocantins, Goiás e arredores. Colaborador de jornais, destaca-se em “Cock-Tail”, onde possui espaço cativo. Dentre as muitas poesias e participações em antologias, é o autor de um verdadeiro achado, Feliz Aniversário, dedicado à máquina de escrever. Como ativista cultural, tem movimentado concursos e antologias e, principalmente, realizado o “Anuário de Poetas e Escritores de Gurupi”. Sua atividade e sua espontaneidade estão fazendo com que Gurupi e o jovem Estado de Tocantins se tornem mais conhecidos por este Brasil afora.
 
Isto é apenas uma pálida amostra do muito que anda por aí. Meio escondido, sonegado à badalação oficial. Mas verdadeiro. Sofrido, sonhado, idealizado. Mas autêntico. Quando se olha para esse mundo cheio de angústias e sonhos, vê-se que nem tudo está perdido.
 
Ao contrário, tem futuro. A vida está presente, fervilha em letras. A Literatura é a vida.
 
 
                            Roque Gonzales, RS, agosto/1999.
 
___________________
*NELSON HOFFMANN é professor, escritor e crítico do Rio Grande do Sul traduzido para várias línguas; autor, entre outros, de Eu vivo só ternuras (novela) e O homem e o bar (romance)

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Legenda viva da narrativa brasileira. Legítimo representante da melhor literatura que a crítica convencionou chamar de "nordestina". Depois de José Américo de Almeida, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, foi o autor capaz de despertar o leitor brasileiro para o problema antigo - mas tratado de um ponto de vista completamente novo - do insalubre e degradante mundo das salinas do Nordeste brasileiro, onde o homem é colocado na antecâmara do próprio Inferno.

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