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Ruth Guimarães
Página publicada em: 17/04/2021
Escritora e estudiosa negra do Vale do Paraíba (SP), que, vencendo preconceitos e tabus, logrou reconhecimento da crítica nacional. “Ruth Guimarães, prosadora de qualidade (...). Não apenas uma escritora bem dotada para a ficção, mas uma autoridade nos estudos da cultura popular.”, escreveu o eminente professor Antônio Candido João Guimarães Rosa, por sua vez, afirmou: “Ruth Guimarães, minha irmã, parenta minha, que escreve como uma fada escreveria”.
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Ruth Guimarães Botelho nasceu em Cachoeira Paulista, pequena cidade da região do Vale do Rio Paraíba, Estado de São Paulo, no dia 13 de junho de 1920. Cursou Letras Clássicas na Universidade de São Paulo (USP). Foi discípula de Mário de Andrade, que a iniciou nos estudos de folclore e literatura popular. Trabalhou para diversas editoras como revisora e tradutora e escreveu crônicas, artigos e crítica literária para jornais e revistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Lisboa (“Correio Paulistano”, “A Gazeta”, “Diário de São Paulo”, “Folha da Manhã”). Publicou contos no suplemento literário do jornal “O Estado de São Paulo” e crônicas semanais no jornal “Folha de São Paulo”.
 
Foi repórter das revistas “Noite Ilustrada”, “Carioca”, “Globo”, “Semana Ilustrada”, “Senhora”, “Quatro Rodas”, “Realidade”, “Atualidades Literárias” e “Revista Lusitana” (Portugal). Em 1946, lançou pela Editora da Livraria Globo seu primeiro livro, Água funda, romance que retrata o universo rural e caipira do Vale do Paraíba paulista e mineiro, nas vertentes da serra da Mantiqueira, sucesso de público e crítica. Um dos primeiros críticos a lhe dar atenção foi Antonio Candido, seu amigo de toda a vida e autor do prefácio da reedição lançada pela Editora Nova Fronteira em 2004. Ao lançamento de Água funda estiveram presentes personalidades como Amadeu de Queiroz, Guimarães Rosa e Lygia Fagundes Telles.
 
Participou ativamente do 1º Congresso Brasileiro de Folclore, da Sociedade Paulista de Escritores, da União Brasileira de Escritores, do Centro de Pesquisas Folclóricas Mário de Andrade, da Comissão Estadual de Folclore, dos Festivais de Folclore de Olímpia. Foi membro do Instituto de Estudos Valeparaibanos e da União Brasileira de Escritores.
 
Em 1989, recebeu do Instituto de Estudos Valeparaibanos o Prêmio Cultural Eugenia Sereno. Além de mais de quarenta livros publicados, incluindo biografias, antologias e traduções do latim, espanhol, francês e italiano.
 
Escritora e folclorista. Além de de Água Funda, um dos mais importantes romances regionalistas produzidos pela chamada geração de 45, publicou pesquisas sobre o folclore de São Paulo, destacando-se o livro Os filhos do medo, sobre o diabo e outros duendes na cultura popular. Especialista em grego e latim pela USP, traduziu O asno de ouro, de Apuleio, mas também fez várias traduções memoráveis do francês para a Editora Cultrix, entre elas contos de Balzac, Dostoiévski e Alphonse Daudet. Realizou extensa pesquisa para escrever o Dicionário de mitologia grega. Coletou e recontou histórias infantis brasileiras em vários livros. E produziu um trabalho de fôlego sobre a presença do pícaro no imaginário brasileiro, no livro Calidoscópio, a saga de Pedro Malazarte.

Sua bibliografia soma 60 livros. Além de contos, escreveu também a peça Romaria, levada ao teatro pelo diretor Miroel Silveira, com trilha sonora de Renato Teixeira. Escrevia duas horas por dias, como aprendeu com Mário de Andrade, de quem foi discípula.
 
Eleita para a Academia Paulista de Letras, tomou posse na Cadeira 22, em 18 de setembro de 2008. Morreu em Cachoeira Paulista, na casa onde nasceu, em 21 de maio de 2014.
 
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Autor

» Edson Amâncio

Edson Amâncio nasceu a primeiro de janeiro de 1948, em Sacramento-MG, e vive em São Paulo. Pertence à nobre estirpe de escritores (infelizmente em extinção) da qual fazem parte Machado de Assis ("Quincas Borba", "O alienista"), Graciliano Ramos ("Angústia"), Dyonelio Machado ("Os ratos", "O louco do Cati") e Dostoiévski ("Notas do subsolo", "Memórias da casa dos mortos").

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